Quase seis meses após a tragédia que chocou a cidade pela morte do pequeno Tommaso e o ferimento de outras cinco crianças enquanto brincavam na horta da escola, a consultoria do especialista Cristiano Ruggeri, indicado pelo promotor Stefano Gallo para a reconstrução da dinâmica do acidente, prevê um provável alargamento da investigação por parte dos agentes do Esquadrão Voador, também a representantes da escola e da Câmara Municipal, para além do condutor da viatura já sob investigação por homicídio rodoviário e negligência de menor.

Caberá agora ao judiciário identificar as figuras chamadas para responder pela tragédia, mas nas mais de 100 páginas do relatório o consultor oferece algumas ideias. Partindo da causa do acidente que é imputável ao condutor do Volkswagen Passat que, ao sair do veículo, não tinha accionado o travão de mão, apenas engatado a mudança, depois desengrenado por diversão pelo filho de 12 anos de a mulher que, por sua vez, atirou o carro em direção às crianças, na vã tentativa de pará-lo, depois pulou pela janela.

“Evento evitável, cerca inadequada” – De acordo com Ruggeri, devem ser destacadas as causas contributivas pré-existentes o livre acesso e estacionamento de viaturas na área comum da estrutura escolar “o que constitui um elemento de evitabilidade original do evento cuja eficácia esteve ligada à análise de risco. A interdição do acesso às viaturas internas – explica – e, se permitido, a sua gestão e estacionamento, impedindo o estacionamento em posição virada e paralela à rampa, teria certamente evitado a génese do evento”.

Dedo então apontado pelo especialista na tipologia de cerca “não apto para a proteção do espaço lúdico pertencente ao jardim de infância, assume importância como proteção materialmente passiva nos resultados que os utentes do espaço (trabalhadores e crianças) tiveram contra o perigo do potencial energético das viaturas”.

Como exemplo, o consultor aponta como o posicionamento de uma nova camisa no lugar de uma tela de arame usada para delimitar os canteiros de obras teria evitado o investimento das crianças. O carro, por sua vez, bateu a uma velocidade estimada em pouco mais de 27 quilômetros por hora com um tempo de viagem de um segundo (desde o corte da rede até o investimento) que não foi suficiente para acionar qualquer manobra de emergência.

O especialista falou então do Documento de Avaliação de Risco (DVR), “documentos que em ambas as gerências (berçário e jardim de infância) não contêm a análise de risco (investimento dos trabalhadores no local de trabalho)”.





Source link

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *