Em cima da hora na tarde de quarta-feira, o partido de direita Liberais de Bolsonaro convocou repórteres para um hotel em Brasília, capital do país, para explicar suas descobertas.

Valdemar Costa Neto, presidente do partido, disse que o bug do software exigia uma revisão dos resultados da eleição. “Não pode haver dúvidas sobre a votação”, disse ele. “Se isso é uma mancha em nossa democracia, temos que resolvê-la agora.”

O bug de software destacado pela campanha de Bolsonaro causa um erro em um documento produzido por algumas urnas mais antigas. O erro afeta o número de identificação conectado à urna eletrônica. Funcionários do Partido Liberal argumentaram que isso dificultou a verificação dos votos.

Especialistas independentes em segurança de computadores que estudaram as máquinas de votação do Brasil e revisaram as descobertas da campanha disseram que isso estava errado. Eles disseram que, embora o bug exista, ele não afeta a integridade dos resultados. Isso porque existem diversas outras formas de identificar as urnas, inclusive nos próprios documentos que apresentam o erro.

“Eles apontaram um bug que precisa ser corrigido. Isso é ótimo e fácil de corrigir”, disse Marcos Simplício, pesquisador de segurança cibernética da Universidade de São Paulo. Mas ele disse que a sugestão da campanha de que os votos deveriam ser anulados é como argumentar que um carro foi destruído por causa de um arranhão na porta.

“Tente convencer sua companhia de seguros disso”, disse ele. “É um absurdo. Um absurdo completo.



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