Quatro meses depois, Putin ordenou que as tropas russas invadissem a Geórgia, e alguns analistas argumentam que Putin tem tentado desde então garantir que as promessas da Otan de se expandir para ex-estados soviéticos se mostrem vazias.

Na terça-feira, relembrando a reunião de cúpula de 2008, Stoltenberg disse: “Nós mantemos essas decisões. A porta da OTAN está aberta.”

A Ucrânia, no entanto, quase certamente não se juntará à aliança tão cedo, apesar de sua antiga ambição de fazê-lo. A admissão de um país requer o consentimento unânime de todos os membros da OTAN, e é altamente improvável que a aliança – baseada na doutrina da defesa mútua – admita um país que já esteja em guerra.

A reunião de terça-feira também contou com a presença dos ministros das Relações Exteriores da Suécia e da Finlândia, que se candidataram à adesão à OTAN depois que Putin ordenou a invasão da Ucrânia em fevereiro.

Em Londres na terça-feira, em um discurso aos legisladores britânicos, a primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, pediu ao mundo que responsabilize a Rússia pelas atrocidades cometidas na Ucrânia. Ela disse que os ucranianos documentaram milhares de crimes de guerra cometidos pela Rússia e pediu a instituição de um tribunal internacional para processá-los.

Citando repetidamente a Segunda Guerra Mundial, a Sra. Zelenska lembrou que 80 anos atrás, em Londres, os Aliados assinaram a declaração que se tornou a base para os julgamentos de Nuremberg, que levaram muitos perpetradores de crimes de guerra nazistas à justiça.

“A vitória não é a única coisa de que precisamos”, disse ela. “Precisamos de justiça.”



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