Não há contagem oficial de quantos mega-reservatórios existem, mas ativistas estimam que existam cerca de 50, agrupados no oeste do país. O cenário da última batalha está na região de Deux-Sèvres, onde os planos para construir 16 foram revelados em 2017. Para adoçar o negócio, a recém-formada cooperativa de água que representa cerca de 230 agricultores assinou posteriormente um acordo para tornar suas práticas verdes, reduzindo sua uso de agrotóxicos, construção de cercas vivas e reforço da biodiversidade em suas terras.

A cooperativa, chamada Water Co-op 79, considera as megabacias planejadas uma tábua de salvação. “A ideia é garantir água para manter a agricultura no território”, diz François Petorin, produtor de grãos, que cultiva trigo, colza, girassol e um pouco de milho em 210 hectares. “Sabemos que em 2 anos em 10, existe o risco de não enchermos os reservatórios 100%. Mas hoje, 10 em 10 anos, corremos o risco de não poder regar os nossos campos.”

Essa é a definição de privatizar a água, dizem os críticos. Pior, acrescentam, está sendo feito com fundos públicos: 70% do orçamento de 60 milhões de euros (cerca de US$ 62 milhões) para construir os reservatórios de Deux-Sèvres está sendo coberto pelo governo francês.

Em vez de forçar os agricultores a encontrar formas de agricultura menos intensivas em água, os reservatórios na verdade aumentarão seu uso de água em grande parte para irrigar os campos de milho, argumentam os oponentes.



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