É esse arsenal superalimentado, é claro, que tornou o Brasil favorito para este torneio, independentemente das impressões marcantes da primeira rodada dos jogos no Catar por França, Espanha e Inglaterra. Seus pilares, porém, não são menos significativos: a postura e o domínio de Casemiro no meio-campo; a experiência e autoridade de Thiago Silva e Marquinhos na defesa; a presença, em última instância, do melhor guarda-redes do planeta.

Naqueles 20 minutos finais, enquanto o estádio se recuperava de seu desmaio, tudo isso caiu no maior alívio possível. O atletismo de Richarlíson, sua invenção, parecia ter desbloqueado algo em seus companheiros, lembrado ao Brasil que é o maior e mais brilhante show da cidade, que era hora de polvilhar este torneio com seu glamour único e atraente.

E assim, de repente, o jogo chegou a um ponto em que Casemiro, o único meio-campista, o único adulto na sala, chutava despreocupadamente na trave a 30 metros. Tite, como se quisesse lembrar a todos com o que exatamente eles estavam lidando, passou as etapas finais lançando tantos atacantes absurdamente talentosos quanto permitido pelas regras. Aqui estava Rodrygo, e Antony, e Gabriel Jesus; e se você gostou, espere até ver Gabriel Martinelli.

Esse nível de recurso deve, é claro, fornecer algum consolo para a única nota amarga da noite: a visão de Neymar mancando do campo, com o tornozelo direito visivelmente inchado após sofrer um forte tackle. Apesar de Alex Sandro, o lateral-esquerdo, ter garantido à mídia após o jogo que Neymar estava “bem”, e Tite ter dito que estava confiante de que o time o teria disponível, isso pouco ajudou a esfriar a febre coletiva do Brasil.



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