SÃO PAULO (AP) – Os torcedores do futebol brasileiro ficaram chocados com o silêncio em casa depois que a seleção nacional foi eliminada pela Croácia na Copa do Mundo na sexta-feira.

O clima em São Paulo e no Rio de Janeiro foi festivo no início, depois que Neymar colocou o Brasil em vantagem na prorrogação. Mas logo ficou sombrio depois que os croatas empataram e ganharam uma disputa de pênaltis no Catar.

Usando um chapéu gigante nas cores amarelo e verde do Brasil, o engenheiro Sergio Faria, de 34 anos, assistiu à partida em um bar no centro de São Paulo. Ele disse que estava tranquilo no pontapé inicial, certo de que Brasil e Argentina se enfrentariam nas semifinais.

“É a sensação mais estranha. A Croácia chutou uma vez, o Brasil desperdiçou tantas oportunidades. É a eliminação brasileira mais estranha de que me lembro”, disse Faria. “Mas ainda não entendo porque nosso técnico Tite trocou Vinicius Junior por Antony, não sei porque Neymar não foi o primeiro a bater pênalti na disputa de pênalti, não entendo porque o Brasil não foi mais agressivo.”

Rodrygo e Marquinhos erraram na cobrança de pênaltis. Tite, que já havia anunciado que deixaria o cargo após seis anos assim que a campanha do Brasil no Catar terminasse, disse em entrevista coletiva que Neymar deveria cobrar a quinta e última cobrança de pênalti.

Mas Brasil e Neymar não chegaram tão longe, com a Croácia vencendo a disputa por pênaltis por 4 a 2.

Neyla Berle, 56, estava em lágrimas após a partida. O torcedor hardcore estava sentado na calçada do boêmio bairro da Vila Madalena, onde se esperava que os bares tocassem samba noite adentro se o Brasil tivesse passado.

“Precisamos de um técnico estrangeiro para lutar por títulos novamente. Achamos que o Tite foi o nosso melhor e ele fez mais uma falha. Não acredito que permitimos que a Croácia marcasse no contra-ataque quando estávamos a poucos minutos da semifinal”, disse ela. “O Brasil poderia ter evitado isso.”

No fan festival oficial em São Paulo, o clima era solene. Giovana Arcanjo, 22, estava chateada não só por ela, mas também pela filha chorosa Ana Luiza.

“Foi muito emocionante e triste. Ela tinha muitas expectativas. A tela de bloqueio do celular dela era o troféu da Copa do Mundo, a foto da capa do celular eram os jogadores. Achávamos que o hexacampeonato estava chegando, mas não veio”, disse Arcanjo.

A praia de Copacabana também foi um dos locais para dezenas de milhares de torcedores brasileiros assistirem à partida. Lucas Santos, 45 anos, estava presente com os dois filhos, Eduardo e Henrique, de 10 e 13 anos. As duas crianças estavam entusiasmadas com os jovens jogadores do Brasil e esperavam que eles trouxessem para casa o primeiro título mundial do país desde 2002. Eles terão que esperar por outra chance em 2026.

“Vi o Brasil ganhar duas Copas do Mundo, mas dói assistir com os filhos, torcer para que eles vejam o mesmo, e depois não dá. Eu culpo mais o treinador do que esses jogadores, porque muitos deles ainda estarão por mais duas Copas do Mundo e vão amadurecer”, disse Santos. “Tite trouxe muitos atacantes, mas essa partida era para meio-campistas e ficamos aquém.”

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AP Cobertura da Copa do Mundo: e





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