Na quinta-feira, horas antes do jogo de abertura do Brasil no torneio dentro do estádio Lusail, trabalhadores continuaram seu trabalho nas proximidades, construindo um complexo de apartamentos. Vários disseram ter visto o mural com os rostos dos trabalhadores antes de ser obscurecido, mas não sabiam que agora havia sido removido. Mesmo assim, eles disseram que não iriam aos jogos durante a Copa do Mundo.

“É simplesmente grosseiro e desrespeitoso colocar esses homens no centro das atenções quando lhe convém e depois obscurecer completamente o papel deles pintando por cima”, disse Nicholas McGeehan, codiretor do Fair Square, um grupo de direitos humanos que se concentra no tratamento dos trabalhadores migrantes no Catar.

“Eu odeio usar ‘sinalização de virtude’, mas parece apropriado neste caso, destacando o sacrifício dos trabalhadores quando lhe convém de uma perspectiva de relações públicas e removendo-os de cena quando eles deixam de ser úteis.”

O Catar, como a maioria dos outros países do Golfo Pérsico, depende fortemente de trabalhadores migrantes. Quase 90 por cento da população do país são estrangeiros.

“A Copa do Mundo não teria sido possível sem eles”, acrescentou McGeehan sobre os trabalhadores migrantes. “Eles constroem e sustentam tudo. Se desaparecessem amanhã, o país deixaria de funcionar.”



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